quinta-feira, 29 de agosto de 2013

BRASIL - PIONEIRISMO NA RADIODIFUSÃO

BRASIL - PIONEIRISMO NA RADIODIFUSÃO
No Brasil, desde 1910, o contabilista e radioamador Augusto Joaquim Pereira, que desde a juventude se apaixonara pelos estudos da mecânica e radioeletricidade, mantinha em sua residência, no Recife, um gabinete de estudos sobre Física e Radioeletricidade, com equipamento de transmissão e recepção.
Augusto Joaquim Pereira dedicava as horas de lazer ao estudo e fabricação de aparelhagem de rádio e a experiência com motores e máquinas. Chegou a construir no Recife uma lancha a motor, por ele chamada de “lancha-automóvel”, que atraiu a curiosidade pública e fez sucesso nas regatas do rio Capibaribe.
No começo dos anos vinte foi seu companheiro de pesquisas um jovem de 14 anos que criou fama no Recife como mini-gênio por haver construído sozinho um aparelho de rádio. Esse jovem era Oscar Dubeaux Pinto, mais tarde engenheiro. Oscar, de calças curtas, aos quinze anos, foi convidado a fazer uma conferência sobre radioeletricidade para engenheiros, eletricistas, radioamadores, professores e estudantes na antiga Universidade Livre de Pernambuco e lá foi aplaudido com entusiasmo.
Todo esse surto de progresso sacudiu o velho burgo, tornou-o trepidante e deve ter aumentado o interesse que desde os fins do século 19 vinha se observando no Estado de Pernambuco pelas descobertas tecnológicas. Interesse talvez a desvendar possíveis fulgurações científicas do movimento cultural conhecido como Escola do Recife.
O saudoso professor Aurino José Duarte, ex-diretor da Escola de Engenharia do Recife, acreditava que esse gosto dos pernambucanos pelas coisas da Ciência e da Técnica, vinha dos tempos dos flamengos. Teria sido herdado da pequena revolução científica promovida pelos sábios de Maurício de Nassau. Dois séculos depois do domínio holandês, outra fase de deslumbramento técnico se viveu no Estado de Pernambuco com os importantes trabalhos dos engenheiros franceses trazidos pelo Barão da Boa Vista. Remanescentes da equipe de Vauthier e Boulitreau estiveram entre os fundadores da Escola de Engenharia nos fins do século 19. De tão elevado seu nível de ensino, chegava-se a dizer dessa escola que ela estava mais interessada em formar sábios do que em diplomar engenheiros. Não tardou por isso em haver reação contra ela, criando-se a Escola Politécnica, que se voltaria para um ensino menos teórico e mais prático de Engenharia. Outros cursos técnicos logo se disseminaram, entre eles os de Química, Física e de Eletricidade, para atender à crescente demanda de recursos humanos indispensáveis ao desenvolvimento da Província.
Augusto Joaquim Pereira tinha o projeto de instalar uma estação radiotransmissora em Pernambuco até 1915, mas a I Guerra Mundial retardou seu plano, fundando a Radio Clube de Pernambuco em 6 de abril de 1919, prevendo a exploração de “ondas hertzianas”. Dessa forma, em verdade, o pioneiro do rádio no Brasil não foi nem Roquette Pinto, no Rio de Janeiro, nem Oscar Moreira Pinto, em Pernambuco, mas o pernambucano Augusto Joaquim Pereira.
A Assembleia de fundação da Rádio Clube foi organizada, convocada, realizada e presidida pelo Sr. Augusto Joaquim Pereira, na sede da Escola de Eletricidade, em Ponte D Uchoa.
Antes de Pereira já existiam em Pernambuco diversos amadores, entre eles Raymond Gatis, Luiz Temporal, Antonio Macedo e R. Chaplin. Com o correr dos anos, o número desses “maníacos” foi se ampliando. Estudantes de engenharia, empresários, pequenos inventores e até intelectuais passaram a interessar-se pela TSF. Com a guerra veio a repressão às atividades dos amadores, considerados “clandestinos” e por isso perturbadores do éter, passiveis de punição. Em 1915, Pereira pensou em fundar um Instituto de Telegrafia sem Fio, mas abandonaria seu plano, pois as condições da época não lhe permitiram leva-lo avante. Terminada a guerra e tendo acompanhado os progressos que ela incorporou ao TSF, voltou à antiga ideia e fundou a Rádio Clube.
Pela documentação histórica existente sobre a radiodifusão internacional, o Brasil chegou à Era do Rádio na frente de quase todo o mundo, pois as outras estações pioneiras - PCGG de Rotterddam, KDKA de Pitttsburgh e WWJ de Detroit surgiram, respectivamente, 6 de novembro de 1919, 02 de novembro de 1920 e 20 de outubro de 1921.
Radiodifusão – Rádio
Polêmico! Realmente esse assunto é muito interessante e basta navegarmos por alguns minutos pela internet para percebermos que o termo bipolar, além de designar o distúrbio mental, também serve perfeitamente para descrever o estado das guerras travadas acerca das origens do rádio: Tesla x Marconi, Popov x Marconi, Marconi x Bose, Rutherford x Marconi e até Landell x Marconi.
A verdade é que a história do rádio é tão confusa que os historiadores só agora começam a entendê-la.
Como não sou historiador e sim um pesquisador, o meu pensamento é de que o rádio não tem um inventor. É fruto do trabalho de vários cientistas-inventores contemporâneos, cada um agregando um pouco das suas invenções. Esta criança tem vários pais. Começaria esta lista com Maxwell, Hertz, Lodge, Tesla,Ruhmkorff, Landell, Marconi, Popov, Branly, Lee De Forest, Augusto Righi, este considerado pelos italianos como o descobridor do efeito fotoelétrico, também pesquisara as ondas de Hertz e aprimorara o trabalho de Lodge. Poderia seguir com a lista, pois mais inventores-cientistas colaboraram para a criação do rádio.
Augusto Righi, em 1897 escreveu a Lodge: “Tenho muita curiosidade para conhecer o aparelho (de Marconi), mas suspeito que o que ele montou aqui se parece com o meu oscilador e seu coesor.” Righi tinha razão, já que o primeiro transmissor de Marconi era quase uma cópia direta do seu.
O professor Oliver Lodge, que foi o vencedor da corrida pelo elétron ao competir com J. J. Thomson, na noite de 1º de junho de 1894, ofereceu uma palestra-demonstração na Royal Institution, onde colocara um transmissor a centelha na biblioteca e um receptor na sala de conferências, a cerca de quarenta metros de distância, com três salas e uma escadaria entre os dois locais. Para grande alegria da plateia, conseguiu receber os sinais eletromagnéticos produzidos pelo transmissor, sinais que hoje tentaríamos eliminar, por vê-los como estática. Lodge não era o primeiro a imaginar as possibilidades das ondas de rádio para o telégrafo, nem tentou transmitir qualquer “inteligência” com seu dispositivo. Contudo, creio que esta foi a primeira demonstração pública de um transmissor de rádio, e a palestra, reimpressa no influente periódico The Electrician, foi amplamente lida, tanto na Inglaterra quanto no exterior. Alguns meses depois, em 14 de agosto, Lodge repetiu a demonstração em Oxford, no congresso anual da Associação Britânica para o Avanço da Ciência. Nesta demonstração Lodge transmitiu o Código Morse. Lodge também demonstrou em suas conferências vários aparelhos que poderiam ser usados para a detecção de ondas de rádio, incluindo um que chamara de “coesor”.
Como disse, este assunto é muito interessante. O texto abaixo é uma bela colaboração do nosso querido amigo Jorge Luis Bottari Zotteli - PY3UF, que acabo de receber por e-mail.
 Lee de Forest,que em 13 de janeiro de 1910, fez a primeira transmissão,com  a apresentação do tenor italiano Enrico Caruso de um concerto no Metropolitan Opera House em Nova York é considerada como o nascimento da radiodifusão pública. O microfone estava ligado por fio de telefone para o laboratório do Dr. Lee De Forest
O jornal New York Times informou em 14 de janeiro de 1910:
"A estação Broadcast Operou em parte do palco do New York Metropolitan Opera Company e foi ouvido em 13 de janeiro de 1910 po toda a New York e algums navios que dispunham de radio, quando Enrico Caruso e Emmy Destinn cantou árias de CavalleriaRusticana e I Pagliacci,  diretamente do palco  por ondas hertzianas sem fio "
 Os poucos receptores de rádio capaz de pegar ,eram aqueles do Laboratório de Radio de Lee De Forest  , a bordo de navios no porto de Nova York, em grandes hotéis na Times Square na  cidade de Nova Iorque. .Receptores públicos com fones de ouvido tinha sido instalados em vários locais ,e divulgados a toda a Nova York. Membros da imprensa  e do público em geral foi convidado para ouvir a transmissão no Laboratório de De Forest.
O experimento foi considerado na maior parte mal sucedido. Os microfones  eram de má qualidade e não captava toda a orquestra do palco.Apenas cantores  cantando diretamente em um microfone podia ser ouvida claramente. The New York Times noticiou no dia seguinte que estática e interferência se misturou com a orquestra
Radio TelephoneCompany de Lee De Forest fabricou e vendeu os primeiros rádios comerciais na sala de demonstração no Edifício Metropolitan Life em Nova York para este evento público.
O transmissor sem fio tinha 500 watts de potência,e relatou-se que esta transmissão foi ouvida a 20 km em um navio no mar  A transmissão também foi ouvida em Bridgeport, Connecticut (Usa).
A primeira transmissão de música pelo rádio é creditada a um Dr. Nussbaumer, da Universidade de Graz, em 1904, no entanto, não era para o público em geral. Ele yodeled uma canção folclórica austríaca em um transmissor experimental que foi recebido na sala ao lado da universidade onde ele trabalhava. Ele não mostra em todas as obras da ciência de referência padrão.
Lee De Forest fez um programa de ópera registros fonográficos da Torre Eiffel, em Paris, em 1908. Este foi apenas um golpe experimental para outros aficionados próximas e não é considerado uma transmissão pública. O público em geral não tinha acesso a receptores na época.
Ao testar a radiotelefonia para a Marinha, Lee de Forest tocava música fonógrafo patriótico como os navios entraram no porto.
O Eng. Lee de Forest viria a inventar o Transistor mais tarde.

JorgeLuis B..Zottele - PY3UF 

Então, quem é o inventor do rádio?
Por hoje, fico por aqui.
Forte abraço.
Ivan Dorneles Rodrigues - PY3IDR

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